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A dor lombar é um problema frequente que pode ser desencadeado por diversos fatores, tais como postura inadequada, lesões, envelhecimento ou enfermidades crônicas. Felizmente, há diversas estratégias modernas e eficientes para tratar essa condição, que abrangem desde métodos conservadores até terapias mais sofisticadas.
Neste artigo, você verá qual a importância do diagnóstico correto e quais as melhores formas de tratamento. Leia mais!

Quais as principais causas de dor na coluna?
Vários fatores podem provocar dor na coluna, muitos deles ligados ao modo de vida, postura e estado de saúde. As causas principais são:
Posição incorreta: Sentar, caminhar ou dormir de maneira imprópria pode provocar tensão na coluna, resultando em dores lombares.
Excesso de esforço físico: O levantamento de objetos pesados ou a prática de exercícios físicos de alta intensidade podem provocar danos musculares ou nos discos da coluna.
Hérnia de disco: A deslocação ou ruptura de um disco intervertebral pode pressionar os nervos, resultando em dor intensa nas costas ou irradiada para outras regiões do corpo.
Escoliose, lordose ou cifose: Mudanças na forma natural da coluna vertebral, tais como escoliose (curvatura lateral), lordose (curvatura acentuada na região lombar) ou cifose (curvatura acentuada na região torácica), podem provocar incômodo e dor.
Artrite: A osteoartrite, também conhecida como espondilite anquilosante, pode impactar as articulações da coluna, causando dor e rigidez.
Envelhecimento pode resultar no desgaste dos discos intervertebrais, diminuindo a capacidade de absorção de impactos e intensificando a dor lombar.
Estresse e tensão emocional: A tensão muscular, especialmente na região cervical e lombar, pode resultar em dor lombar.
Sedentarismo: A ausência de exercícios físicos debilita os músculos que apoiam a coluna, tornando-a mais propensa a lesões.
Lesões ou fraturas: Acidentes, traumas ou quedas podem provocar fraturas na coluna vertebral, provocando dor severa.
Infecções ou tumores: Apesar de menos frequentes, infecções ou tumores na coluna podem provocar dor contínua e outros sintomas correlatos.
Como é o diagnostico de dor na coluna?
A identificação precisa da dor lombar é fundamental para um tratamento eficiente e para prevenir complicações.
Análise clínica: A avaliação clínica conduzida por um profissional de saúde é crucial para compreender o histórico médico do paciente, reconhecer padrões de dor, possíveis causas e executar testes físicos que podem indicar restrições de movimento, resistência muscular, reflexos e indícios de compressão nervosa.
Diagnósticos por Imagem: Os exames proporcionam uma análise mais aprofundada da anatomia da coluna e das estruturas internas, auxiliando na determinação da origem precisa da dor. Os mais usados são:
- Radiografia (Raio-X): serve para identificar questões estruturais como fraturas, desalinhamentos e deformidades significativas.
- Ressonância Magnética (RM): possui maior precisão e possibilita a visualização de tecidos moles, tais como discos intervertebrais, nervos e músculos.
Quais os sinais de alerta dessa condição?
- Dor localizada
- Dor irradiada
- Rigidez
- Espasmos musculares
- Formigamento ou dormência
- Fraqueza muscular
- Dor ao tocar ou pressionar
- Dor ao se mover ou ao sentar/levantar
Esses sintomas podem ser agudos (de curta duração) ou crônicos (que persistem por semanas ou meses) e podem indicar condições diversas
Por que é importante diagnosticar corretamente a dor lombar?
Um diagnóstico preciso possibilita a aplicação de um tratamento específico para a origem da dor, contribuindo para diminuir a dor de forma eficiente e aprimora a mobilidade do paciente, possibilitando que ele retome suas tarefas cotidianas com mais comodidade.
Detectar precocemente condições sérias como tumores, infecções ou fraturas pode prevenir complicações mais graves, como paralisia ou danos irreparáveis aos nervos. Um diagnóstico equivocado pode resultar em terapias ineficazes, que podem até intensificar a dor ou estender o período de recuperação.
Em suma, a combinação de avaliação clínica e exames de imagem é essencial para compreender a causa da dor lombar e oferecer um tratamento apropriado, seguro e eficiente.

Quais são as opções de tratamento não invasivas?
O tratamento não invasivo para a dor lombar tem como objetivo amenizar os sintomas, aprimorar a funcionalidade e evitar a evolução da condição. As opções principais englobam:
Fisioterapia: Aprimorar a resistência dos músculos, a mobilidade e corrigir posturas impróprias.
Medicamentos: Analgésicos que auxiliam no alívio da dor, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) que diminuem a inflamação e aliviam a dor, e relaxantes musculares para reduzir a rigidez muscular.
Bloqueio anestésicos (aplicações): Os medicamentos podem incluir anestésicos locais, esteroides (para diminuir a inflamação) ou uma mistura dos dois. Para prevenir a propagação da dor, interrompendo os estímulos nervosos ou diminuindo a inflamação na região afetada.
Terapias Alternativas
- Acupuntura: Tem potencial para aliviar a dor e melhorar a circulação do sangue.
- Eletroestimulação: Tal como a TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea), que emprega correntes elétricas para reduzir a dor.
Quais são as terapias intervencionistas avançadas?
Os tratamentos intervencionistas avançados, embora não cirúrgicos, são mais invasivos do que os tratamentos convencionais, utilizados para gerir a dor crônica na coluna. Elas são comumente recomendadas para pacientes que sofrem de dor contínua e intensa, quando outras abordagens (como o uso de medicamentos ou fisioterapia) não trazem resultados positivos. Aqui estão algumas das terapias intervencionistas avançadas mais relevantes:
Radiofrequência (RFA)
Método que emprega correntes elétricas de alta frequência para produzir calor em pontos específicos da coluna onde os nervos estão transmitindo dor. O calor produzido pelo eletrodo provoca danos nas fibras nervosas que causam a dor, oferecendo alívio por vários meses.
Ozonioterapia
O uso de uma combinação de oxigênio e ozônio (O3) para o tratamento de condições inflamatórias e degenerativas da coluna, como hérnia de disco e dor nas articulações, é realizado diretamente na área afetada. O ozônio possui características anti-inflamatórias e pode contribuir para diminuir a pressão nos nervos.
Desobstrução de disco intervertebral
A drenagem percutânea do disco intervertebral envolve a inserção de uma agulha no disco afetado para remover uma porção do núcleo pulposo (o material gelatinoso do disco) com a finalidade de diminuir a pressão sobre os nervos.
Discectomia percutânea
Um método minimamente invasivo onde uma agulha guiada por imagem é introduzida no disco lesionado, possibilitando a extração de uma parte do disco para aliviar a pressão nos nervos.
10 dicas de prevenção e cuidados diários para evitar dores na coluna
- Preserve uma postura adequada: Sente-se e fique de pé com as costas eretas e os ombros relaxados.
- Prefira móveis ergonômicos: Modifique a cadeira e a mesa para manter a postura correta.
- Realize intervalos frequentes: Levante-se e se movimente a cada intervalo de 30 a 60 minutos.
- Reforce os músculos das costas e do abdômen: Execute exercícios de resistência.
- Conserve um peso adequado: Regule o seu peso para diminuir a pressão na coluna.
- Erros ao levantar pesos: Dobre os joelhos e utilize os músculos das pernas.
- Durma corretamente: Utilize travesseiros para manter a postura ereta.
- Pratique alongamentos: Realize exercícios de alongamento para aprimorar a flexibilidade.
- Realize massagens terapêuticas: A prática constante de massagens pode reduzir a tensão muscular e otimizar a circulação do sangue na área da coluna.
- Realize exercícios físicos: A prática constante de exercícios contribui para a manutenção da saúde da coluna.
Essas ações básicas podem evitar problemas de coluna e aumentar o bem-estar!
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A Dra. Paula Gusson é graduada em medicina pela faculdade de medicina do ABC, é especialista em DOR desde 2008 pelo Instituto de ensino e pesquisa do hospital Sírio Libanês. Tem pós-graduações em cuidados paliativos pela santa casa de misericórdia de São Paulo, em tratamento intervencionista da dor pelo hospital israelita Albert Einstein e em medicina regenerativa pela Orthoregen international course. Além disso, é coordenadora do Grupo de Dor de 3 grandes hospitais na grande São Paulo, além de palestrante em aulas pelo Brasil.
Com mais de 20 anos de experiência no tratamento da dor, a Dra. Paula Gusson dedica-se a devolver qualidade de vida e bem-estar aos seus pacientes. Com sua expertise em medicina da dor, ela busca a melhor solução para cada caso, ajudando a superar a dor crônica e retomar uma vida plena!



